Pingos nos iiiis

Em fevereiro, na crise que rondou o Aristocrata Clube de Jaú, com professores sem receber, paralisação, alguns chegaram a levantar suspeitas em relação à atuação do presidente da entidade, José  Luiz Rodrigues Borges, o Bambu.  Quando questionado, Bambu sempre dizia que a Prefeitura foi quem deixou de cumprir indenizações trabalhistas e por isso ele foi obrigado a pagar porque os credores entraram na Justiça do Trabalho e para isso usou o dinheiro que seria para pagamento do 13º salário e salário de janeiro. Agora, em audiência no Ministério Público do Trabalho, em Bauru, o Procurador do Trabalho, José Fernando Ruiz Maturana, colocou na ata da audiência o que segue:

“A representação empregadora informa que todas as irregularidades apontadas pela fiscalização do trabalho foram corrigidas. Os atrasos observados decorreram  em demora da Prefeitura Municipal de Jaú em repassar verba oriunda de convênio firmado com a entidade”.

Quer dizer:  fica comprovado que Bambu não era o responsável direto pelo atraso nos pagamentos dos funcionários.

Agora vem…

O vereador Tito Coló Neto (PSDB) falou em nome da Câmara na inauguração do Porto Turístico Frei Galvão, domingo. Além dos elogios à iniciativa que visa fomentar o turismo de negócios, o vereador afirmou que desta vez o programa Bom Prato, do Governo do Estado, vem para Jaú e ainda este ano. A vinda desse sistema de alimentação popular  é uma bandeira que  o vereador defende desde o início do seu mandato. Técnicos da Secretaria de Assistência Social já estiveram em Jaú para verificar possíveis locais para a instalação do restaurante popular. Só que depois o processo parou e ficou ameaçado . Mas agora Coló garante que manteve contatos com o pessoal de São Paulo e o Bom Prato vem mesmo.

Eu já sabia

O presidente do Diretório Acadêmico da Fatec de Jaú, Fernando José Salvador Pedro, que promoveu passeatas no ano passado, levou pizzas à Câmara e comandou apitaço contra o governador Geraldo Alckmin neste ano, deverá ser candidato a vereador pelo PSOL.  O seu partido, no entanto, tem plano de vôo mais alto. O próprio Fernando Salvador disse que o PSOL o quer como candidato a prefeito,  “nem que seja para não se eleger, mas para marcar posição do partido na cidade”. O jovem, no entanto, diz que está se preparando para disputar o Legislativo. Como músico que também é já tem até jingles de campanha prontos.

Fazendo as contas

Com  a previsão de que Jaú tenha 96.500 eleitores nas eleições de 7 de outubro deste ano, já tem muita gente fazendo contas. No caso do Legislativo, alguns jogam com a previsão de 75 mil votos válidos. Calculam que deverá ser maior este ano o número de votos brancos e nulos devido a vários incidentes que envolveram a atual Câmara, especialmente o sumiço de R$ 163 mil. Com esse número de votos válidos e com 17 cadeiras, o quociente eleitoral ficaria em torno de 4.400 votos. Assim, cada partido ou coligação colocaria um vereador a cada 4.400 votos válidos. Com as 17 cadeiras, o partido que sair isolado poderá ter 26 candidatos (50% a mais do total de vagas). Nas coligações, não importa de quantos partidos sejam, podem ser lançados 34 candidatos.  Há que se levar em conta que 30% das vagas devem ser destinadas a mulheres e que se não preenchidas por elas, não podem ser ocupadas por homens. Na hipótese de uma coligação ter 30 candidatos, cada um teria que obter, na média, mais de 500 votos para que esta coligação eleja quatro vereadores. Ou seja, a coligação garantiria quatro cadeiras com 17 mil votos.

Um cala boca… a qualquer preço.

O vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB) não poderia sair impune. Essa era a palavra de ordem para a sessão da sexta-feira (27) antecipada do ponto facultativo da segunda-feira.  Ele tinha que ser punido nem que para isso fosse preciso transgredir o Regimento Interno da Câmara. E isso foi feito. Enquanto ele, Segura, se absteve de votar nos três projetos que iriam condená-lo, por ser parte interessada no resultado, o seu duplamente colega, médico e vereador, Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV), autor das acusações contra o réu Segura, votou as três vezes. Mesmo advertido de que esse procedimento poderia resultar na nulidade das votações, Tarso votou as três vezes, contrariando o que reza o artigo 96, inciso III, do Regimento Interno. Era preciso punir Segura, a que custo fosse. Pela primeira vez na história da Câmara de Jaú um vereador e punido por seus pares. Também pela primeira vez na história da Câmara de Jaú houve o desvio de R$ 163 mil do Legislativo. É aí que está a questão.  Segura precisava ser punido de todo e qualquer jeito porque ele ousou ir à tribuna e dizer que uma ex-funcionária havia alertado sobre a conduta incompatível de um funcionário – que depois foi demitido e acusado do desvio- e que ninguém tomou providências. Segura disse que ela avisou que o tal funcionário gastava muito além de seus ganhos com cartões de crédito. Não  deram bola. Não foi por falar de acordão e nem por cirurgias eletivas. Foi simplesmente pela questão de desvio do dinheiro e a manifestação de Segura que aprovaram a sua suspensão de uso da tribuna.  Por se atrever a dizer isso na tribuna, Segura precisava de um cala boca. E lhe deram!  A qualquer preço!

Sem fair play, Segura pode ser punido.

A votação da punição ao vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB), na sessão da Câmara antecipada para esta sexta-feira (27) promete ser agitada. Consta que o fair play será ignorado por um dos litigantes.  A votação é nominal, com chamada por ordem alfabética. Quando for chamado a votar, o vereador José Aparecido Segura Ruiz deve declarar que se abstém, por ser parte interessada no processo, ou melhor, o réu.  Na sequência, quando chegar a vez do autor da representação que resultou no relatório do Conselho de Ética, Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV), este irá votar, contra Segura, para que ele seja condenado pelo placar de seis votos contra quatro. São necessários exatos seis votos para aprovar a punição. Dai em diante não se sabe mais o que vai acontecer. Será que a sessão continua?   Ao que se sabe haverá claque dos dois lados.  Vamos aguardar para ver no que dá.

Nosso ouro paraolimpíco foi para Bauru

Jaú teria, pela primeira vez na história, um atleta disputando uma Paraolimpíada. Teria.  Paulo Salmin, que voltou dos jogos Parapanamericanos de Guadalajara, México, em novembro do ano passado, com uma medalha de ouro por equipe e uma de prata no inidividual, no Tênis de Mesa, classificou–se para a Paraolimpíada de Londres. O evento esportivo será de 29 de agosto a 9 de setembro, Paulo Salmin estará lá e será o único atleta das Américas a jogar no individual na sua categoria. Só que ele estará lá representando a cidade  de Bauru. Sim. O nosso primeiro atleta paraolimpico vai disputar Tênis de Mesa numa Olimpíada por Bauru!  Na Secretaria de Esportes de Jaú a informação dada por Márcio Martins, supervisor de Esportes, é que um clube particular de Bauru oferece uma boa nota e o garoto foi. A contratação foi pela Associação Nipo-Brasileira de Bauru. “Não temos condições de segura-lo aqui. Salmin é um atleta de nível de Seleção Brasileira. Com o que ofereceram para ele em Bauru a gente consegue manter aqui dezenas de garotos na escolinha e, quem sabe, formar outros como ele.O que nós podíamos fazer por Salmin aqui já fazemos. E nem em Bauru ele vai ficar por muito tempo. Logo estará num grande clube de São Paulo ou do Rio”, disse Martins.

Saia justa e “Zé Mané”

O secretário-adjunto da Saúde e também assessor jurídico da administração, advogado Norberto Leonelli Neto, está chateadíssimo com o desdobramento do envio de um substitutivo da Lei de Zoneamento à Cãmara na semana passada. Ele fala em deixar a administração e vai conversar sobre o assunto hoje com o prefeito Osvaldo Franceschi Junior. Leonelli não aceita que o projeto original, do qual participou da elaboração, tivesse erros de caráter jurídico, passíveis de dúbia interpretação pelos vereadores, como justificou o coordenador de Projetos de Infraestrutura, Carlos Henrique Tolosa de Souza Campos, na quinta-feira passada. Essa foi a explicação oficial da administração para um mês depois de enviar o primeiro projeto, mandar um substitutivo aos vereadores.

“Jogar a responsabilidade em cima da gente fica muito delicado. O prefeito nunca jogou a culpa em mim. Há uma pressão muito grande da minha família para que eu deixe o cargo. Hoje, o meu pensamento é deixar o governo, mas vou conversar com o prefeito antes”, disse Leonelli Neto.  Na correção do projeto, conforme Tolosa de Souza Campos, só ele e o prefeito atuaram. Não foram chamados outros envolvidos com  a elaboração da propositura, como o próprio Leonelli Neto  e o secretário de Planejamento e Obras, Francisco Antonio Leonelli.

Na sessão da Câmara de segunda-feira, o tal coordenador de Projetos de Infraestrutura, Carlos Henrique Tolosa de Souza Campos, foi chamado de “Zé Mané”  pelo vereador Tito Coló. O homem estava ali assistiando à sessão numa das primeiras filas. O vereador não o conhecia. Depois, informado que era ele quem estava ali, o vereador pediu desculpas.

Faltaram à aula

A Prefeitura de Jaú, na atual administração, detém vários recordes. Além da mudança de secretariado como nunca se viu antes, há um grande número de licitações barradas pelo Tribunal de Contas do Estado e um sem número de ações civis públicas contra o prefeito.. Além disso, é difícil o pessoal acertar a redação de um projeto um pouco mais complexo para envia-lo à Câmara. Vez ou outra tem que mandar substitutivo  porque o projeto anteriormente enviado  contém erros, seja de redação ou de digitação. Foi assim também com o projeto da Lei de Zoneamento.  Ele chegou à Câmara no final de março e menos de um mês depois foi substituído por conter erros. Dá a impressão que tem gente que faltou à aula sobre a elaboração de projetos.

Reviravolta

Candidata a vereadora em 2008 , Ana Uther, representante do distrito de Potunduva, não se elegeu.  Aliada do prefeito Osvaldo Franceschi Junior e tida como nome forte em Potunduva, ela ganhou como prêmio uma diretoria no Saemja (Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú).   Agora está deixando o cargo porque vai assumir um contrato de oito meses para dar assessoria ao pré-candidato do PT à Prefeitura, Rafael Agostini. A assessora petista poderá esclarecer, assim que assumir, os rumores de que o pré-candidato petista já prometeu a mesma secretaria para diversas pessoas caso seja eleito em outubro.